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Nota pública do MAIS sobre as eleições do Sindicato da Construção Civil de Belém

bannerBelemdezNo dia 11 de dezembro, foi encerrado o prazo de inscrição de chapas para a eleição do Sindicato da Construção Civil de Belém (PA). Infelizmente, por irresponsabilidade da maioria da atual direção do sindicato, formada por militantes do PSTU, o #MAIS  ficará de fora desse processo. Companheiros históricos, conhecidos pelas lutas que fizeram na categoria, foram vetados da chapa. As ausências de Zé Gotinha (Francisco) e Maradona (Valdemir) trazem um prejuízo para a categoria e para a luta de classes em Belém. E o veto ainda traz duras consequências, entre elas, a de deixar estes companheiros valorosos no próximo período a mercê da patronal.

O PSTU vetou qualquer possibilidade de unidade conosco, como foi dito por um dirigente em outubro, na reunião que convocou as eleições. Diante disso, fizemos um panfleto e fomos para a base lutar pela unidade da CSP Conlutas. Opinamos que, nesse momento de duros ataques à classe trabalhadora e da brutal retirada de direitos, a unidade era fundamental. E também para lutar contra o desemprego, que atinge mais da metade da construção civil em Belém – são pelo menos 15 mil desempregados. A unidade dos lutadores poderia fortalecer uma categoria que há três anos não faz uma greve. Na última campanha salarial foram apenas 1% de aumento e R$ 6 na cesta básica. A maior “vitória” foi a garantia de não aplicação da reforma trabalhista nos próximos meses.

Da divisão às calúnias
A base da categoria recebeu bem o nosso chamado à unidade. Entidades de outras regiões do País enviaram mensagens, sem entender a exclusão de nossos(as) companheiros(as). O PSTU, entretanto, insistiu no erro e no sectarismo. Pior, para tentar justificar seu veto político, esta organização, que é a maioria da direção do sindicato, decidiu nos caluniar de forma vergonhosa.

Para responder às críticas da base e questionamentos de parte de sua militância, nos acusam de termos feito ataques morais a seus militantes sobre a condução do sindicato. É uma mentira. Em nossas visitas nos canteiros de obras, sempre conversamos com os trabalhadores apenas sobre nossas diferenças políticas. Jamais fizemos qualquer ataque moral aos companheiros. Caso queiram, estamos a disposição para percorrer todos os canteiros, um a um, perguntando se houve, de nossa parte, qualquer acusação de roubo, ofensa pessoal, ou coisa do tipo.

Ao mesmo tempo em que dividem a chapa da CSP-Conlutas, nos acusam de querer “destruir” a central. É um absurdo. Queremos a central cada vez mais forte. Poderíamos ter feito parte da chapa de oposição, com PCdoB/CTB. Parece ter sido esse o objetivo dos camaradas do PSTU, com o veto. Mas não o fizemos, em função das diferenças programáticas e da batalha que fizemos até o último minuto pela unidade da CSP Conlutas.

O PSTU deve explicar os verdadeiros motivos de se recusar a fazer unidade conosco em Belém. Como se explica um veto que divide a categoria e abre possibilidade de que a CSP Conlutas perca um trabalho histórico para a CTB, que há seis anos não conseguia montar chapa. Precisam dizer honestamente, porque nos vetaram em Belém se estamos juntos em uma mesma chapa nos metalúrgicos de São José dos Campos (SP), na nova gestão do Sindipetro-RJ e em tantos outros locais. Porque nos vetam em Belém e nos procuram para uma chapa unitária na construção civil de Fortaleza (CE)? Se é verdade que queremos destruir a central, que somos “inimigos”, não deveriam nos tratar igual em todo o Brasil? Ou será que só nos procuram quando os interessa ou quando julgam necessário?!

Lamentamos sinceramente o curso sectário e isolacionista adotado pelo PSTU. Qualquer operário sabe que não constrói um edifício sozinho. Qualquer peão sabe que a vida está difícil e que é preciso lutar juntos.

Nessa escalada em Belém, a maioria da direção do sindicato comete ainda cada vez mais desvios burocráticos, como a escolha de uma comissão eleitoral sem a participação de todas as forças, mudanças de critérios para confirmação de chapa da última eleição para outra, entre outros gestos perigosos.

Apesar disso, nosso compromisso com a luta da categoria segue firme. Os companheiros Zé Gotinha, Maradona e toda a militância do #MAIS estarão diariamente tentando fazer da Construção Civil de Belém um bastião da luta contra Temer e suas reformas. E seguiremos com o objetivo de construir um sindicato verdadeiramente democrático, onde a base decida.

Belém (PA), 15 de dezembro de 2017.

Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (#MAIS)
Corrente interna do PSOL

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