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#MAIS Macapá entra no PSOL, para construir uma alternativa de esquerda e socialista

Depois de um intenso debate na regional, o #MAIS Macapá resolve acompanhar a mesma decisão da sua organização nacionalmente, e entra como corrente interna organizada no PSOL. Este movimento já se iniciou no último final de semana, dias 15 e 16 de setembro, quando nossos militantes estiveram presentes nas plenárias pré-congressuais em Macapá e Santana, fazendo saudações e mostrando para militantes e filiados um pouco do nosso programa.

Acreditamos que essa decisão é acertada, principalmente pela conjuntura política de ataques à classe trabalhadora com as contrarreformas de um governo ilegítimo e com a traição do PT. Existe um espaço à esquerda do PT a ser ocupado que pode construir um campo atrativo para enfrentar essa polarização construída entre os defensores do PT e a direita tradicional.

Esse espaço pode e deve ser ocupado por um partido socialista e anticapitalista, que pra nós pode ser construído através do PSOL. Neste sentido, o PSOL deve trilhar caminhos opostos ao do PT e se apoiar na classe trabalhadora, não se aliando à burguesia, à velha direita e às grandes empresas.

Entretanto, o partido não deve se isolar, mas construir iniciativas progressivas como a Frente Povo Sem Medo e a plataforma “VAMOS”, junto com diversos setores combativos, construindo a unidade de ação e a frente única para organizar um setor bem ampla do povo trabalhador e da juventude.

E, a partir daí, fazer um chamado à construção de uma Frente de Esquerda Socialista, para apresentar um projeto alternativo dos trabalhadores para 2018. Porém, essas iniciativas precisam passar longe de setores reacionários e corruptos da burguesia.

Veja o que diz o Manifesto Nacional do MAIS de entrada no Psol, publicado em agosto:
“O 1º Congresso Nacional do Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (#MAIS), realizado entre os dias 27 e 30 de julho, aprovou a entrada de nossa nova organização no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). A decisão foi resultado de um rico e democrático debate interno, que envolveu mais de 800 militantes em todo país.
Vivemos tempos desafiadores. A ofensiva da classe dominante sobre os trabalhadores e o povo brasileiros coloca, de modo incontornável, a tarefa da resistência unificada dos explorados e oprimidos. Sem a máxima unidade “dos de baixo” será impossível deter os ataques do andar de cima.

O impeachment orquestrado pela direita foi, antes de tudo, um golpe para destruir direitos históricos da classe trabalhadora. O #MAIS se somará ao PSOL para fortalecer a luta contra o ilegítimo governo Temer e suas contrarreformas, e por eleições diretas e gerais.

Mas há um sentido mais profundo em nossa decisão. É tempo de construir um novo caminho para a esquerda brasileira. Os treze anos de governos de conciliação de classes do PT desaguaram, tragicamente, no golpe parlamentar. É preciso extrair lições dessa experiência. A opção pelo pacto com os grandes empresários e partidos da direita cobrou seu preço. Chegada a crise política e econômica, os velhos aliados da direita, como sempre fazem, traíram.

Mesmo assim, a direção do PT já deu incontáveis provas de que não aprendeu com os erros do passado. Como afirma Lula em seus discursos, o objetivo é repetir a mesma estratégia nas próximas eleições de 2018. É ilusório acreditar que o lulismo possa abraçar um programa e uma política consequentes de enfrentamento com os ricos e poderosos.
É tempo de dar passos em frente no processo de reorganização da esquerda brasileira. Nesse sentido, o PSOL apresenta-se como o principal e mais dinâmico partido independente do lulismo”.

E o Psol em Macapá?

Acreditamos que em Macapá (AP) o partido comete vários equívocos e gostaríamos de forma fraterna colocar nossas posições. Hoje, o partido faz parte do governo municipal junto com a REDE e o DEM (partido que apoiou o impeachment), ocupando diversos cargos e secretarias, como também mantém diálogos com a candidatura de Davi Alcolumbre do DEM, base de Temer no Senado, e que votou a favor de todas as reformas impostas pelo governo golpista.

É inadmissível o diálogo sobre a candidatura de Davi Alcolumbre. Cogitar publicamente o apoio a um candidato do DEM ao Governo do Estado vai na contramão do que defende o PSOL e das tarefas que o partido precisa cumprir para ocupar um espaço à esquerda do PT. E, da mesma forma, se manter numa Prefeitura que atacou principalmente os servidores da educação e saúde, com salários congelados há três anos e que não paga o piso salarial a esses servidores. Cansados de tanta enrolação, estes trabalhadores entraram em uma legítima greve, e o prefeito Clécio, atual Rede, mas naquele momento ainda no PSOL, entrou na Justiça contra a greve, ferindo diretamente o direito à greve.

Acreditamos que o PSOL no Amapá tem condições de se apresentar como alternativa política sem relações com setores da burguesia e, com isso, apresentar um programa classista, para construir de fato um governo dos trabalhadores e do povo, que possa trazer conquistas para a maioria da população pobre e sofrida.

Por isso, nós do #MAIS não nos furtaremos de defender nossas ideias, estaremos como sempre estivemos: atuando no campo sindical e construindo a luta contra os desmandos do Governo do Estado e da Prefeitura de Macapá, sempre ao lado da classe trabalhadora e da juventude.

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