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Toda solidariedade à vereadora Isa Penna (PSOL): machistas, não passarão!

Por: MAIS

Na noite desta quinta-feira (16), o vereador Camilo Cristófaro (PSB) empurrou e xingou a vereadora Isa Penna (PSOL). Dentro do elevador privativo dos parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo, ele a chamou de “vagabunda”, “terrorista”, “cocô de galinha” e insinuou ameaças, dizendo que ela não deveria ficar surpresa se “tomar uns tapas na rua”. Já fora do elevador, Cristófaro empurrou Isa Penna.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento da agressão. Uma funcionária prestou depoimento confirmando os xingamentos e o descontrole do parlamentar.

A postura de Cristófaro está longe de ser um fato isolado, ou um ataque pessoal. O machismo serve à exploração, garante privilégios e, por isso, o vereador sente-se tão confortável em praticá-lo na política.

Numa lista de 193 países, o Brasil ocupa a vergonhosa 155ª posição em representatividade feminina. Em posição melhor, por exemplo, existem países de maioria muçulmana, como o Afeganistão (52ª posição), o Iraque (61ª posição) e a Arábia Saudita (93ª).

Esses dados ajudam a entender que, ao intimidar, ofender e usar de força física contra Isa Penna, Cristófaro deixa explícito o recado de que política é “lugar de homem” e que mulheres não são bem vindas, muito menos as pautas “feministas”.

O nosso recado é outro: “Lugar de mulher é onde ela quiser”. Assim como as mulheres trabalhadoras e jovens assumiram a dianteira das lutas e ocuparam as ruas por mais direitos nos dias 8 e 15 de março, os espaços da política serão também ocupados.

No dia anterior à agressão, Isa fez um discurso defendendo as manifestações da última quarta-feira contra a Reforma da Previdência do governo Temer, que ataca preferencialmente as mulheres trabalhadoras.

A real intenção é silenciar esse debate a qualquer custo, afinal, o parlamento é um grande balcão de negócios dominado pelos banqueiros, patrões e latifundiários. Não nos calarão!

O uso da violência contra Isa Penna é parte de uma realidade ainda mais brutal expressa nos altos índices de feminicídio e violência machista, mas também é constatada na desigualdade salarial entre homens e mulheres e na localização nos postos de trabalho mais precarizados, como ocorre com a maioria das mulheres negras, além das outras reivindicações históricas do movimento feminista e a falta de creches e políticas públicas específicas.

O #MAIS expressa total apoio e solidariedade à vereadora Isa Penna. Exigimos que nenhuma benevolência legal seja consentida a Camilo Cristófaro e que ele seja exemplarmente punido, inclusive com a perda do mandato. Machistas, não passarão!

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